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O Senhor do Tempo

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Letra

[Verse 1] Falo do tempo, do calendário Tenho raiva de quem criou Ou inventou esse tipo de tempo Horário que me amargou Pouco me interessa saber Se o cruel tempo calendário Foi criado ou inventado Pelos astecas, maias, ou sumérios Não importa saber Se o atroz tempo calendário É Juliano ou Gregoriano Tão pouco o fulano e ou beltrano Abomino o otário Que criou o terrível calendário Tempo horário Pra que saber as horas Os minutos e os segundos? [Pre-Chorus] De que serve esse desejo sádico De saber do tempo? Pois tudo irá ocorrer A seu tempo Nem um segundo a mais ou a menos Nem um segundo a mais ou a menos [Chorus] Ninguém é senhor do Tempo Ele é o Senhor da gravidade O Tempo é o Senhor da Razão Ninguém é senhor do Tempo Ele é o Senhor da gravidade O Tempo é o Senhor da Razão [Verse 2] Quem disse que hoje é hoje? Quem me garante o amanhã? Quem me afiança que haverá Um futuro pra me acompanhar? Não vivo só de sonhos E de Ilusão Sou do tempo, um viajante errante Um ser ignorante Caminho por ele como um peregrino Nômade, sem eira e sem beira Ao Deus dará Apenas caminho tortos, retos Sendo um liberto escravo do tempo Anos, meses, semanas, dias Horas, minutos, segundos e décadas se passaram [Pre-Chorus] Mas, bem ou mal, segui vivendo Brinquei, concordei, discordei Ri, chorei, viajei, amei Namorei, pernoitei, acordei E comi sem comer E comi sem comer [Chorus] Ninguém é senhor do Tempo Ele é o Senhor da gravidade O Tempo é o Senhor da Razão Ninguém é senhor do Tempo Ele é o Senhor da gravidade O Tempo é o Senhor da Razão [Bridge] Passei por tempos bem difíceis Amargos como FEL Não obstante, vivo o tempo atual Com dificuldades, mas com doce sabor de MEL Hoje, já não ando com minhas pernas inertes Presentemente, eu sou senhor do meu tempo Vou pra onde minha vontade desejar [Verse 3] Já que, viajo, navego A todos os lugares possíveis e inimagináveis Com minha mente Ando no tempo e no espaço Viajo ao passado, viajo no presente E vou para o futuro Para viajar basta eu apertar O virtual botão mental Chamado IMAGINAÇÃO Primitivo, cativo, afetivo e produtivo Em meus versos convivo com analogias e metáforas Com verbos, provérbios E no subúrbio dos meus pensamentos vou além Afastando os tormentos [Chorus] Ninguém é senhor do Tempo Ele é o Senhor da gravidade O Tempo é o Senhor da Razão Ninguém é senhor do Tempo Ele é o Senhor da gravidade O Tempo é o Senhor da Razão [Outro] Em meus poemas preciso do nexo e do conexo E na conjunção imaginativa fico me perguntando Algum filósofo ou bacharelado nas escritas Que seja sábio Saberia me explicar o que é o valioso TEMPO?

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