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O Triste Lamento de um Escravo

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Letra

[Título: O Triste Lamento de um Escravo] [Verso 1] Disseram que foi bondade Que me venderam, sem razão Quando me vi trancafiado Nas garras de outro comprador Meu mundo caiu no chão Minha vida virou objeto Sem valor pra quem sofria Mas de grande valor pra ele Que comprava a minha agonia [Pré-Refrão] Sem conhecer a liberdade Que um ser humano pode ter A depressão tomou meu peito Mais do que a ciência pôde entender [Refrão] O triste lamento de um escravo É uma dor que ninguém quer escutar Correntes invisíveis são mais fortes Quanto mais eu tento ver, mais vou afundar O triste lamento de um escravo Ainda pergunta onde a abolição está Disseram que um dia veio a liberdade Mas eu ainda não consegui alcançar [Verso 2] Sou forçado a ser escravo E o trabalho impera em mim Quem manda não sente dor Nem carência, nem tem fim O entendimento fica longe Distante de chegar aqui Já me programaram pro sofrimento Sem saber se é meu lado ou o dele Que aprendeu a lucrar assim [Pré-Refrão] E o meu comprador, dizendo ser dono Só enriquece noite após noite Enquanto eu carrego no corpo O peso de um mundo sem nome [Refrão] O triste lamento de um escravo É uma dor que ninguém quer escutar Correntes invisíveis são mais fortes Quanto mais eu tento ver, mais vou afundar O triste lamento de um escravo Ainda pergunta onde a abolição está Disseram que um dia veio a liberdade Mas eu ainda não consegui alcançar [Verso 3] Toda noite eu ouço ao longe Talheres, garrafas e taças Os coronéis brindando alto Baronesas em suas salas Lá fora murmura o vento E ele sabe elaborar A arte que sacode as árvores E faz suas flores dançar [Verso 4] Quase todos me ignoram Três vezes por semana, então Recebo banho de chicote Nas costas, na carne, no chão Pra aguentar tamanho golpe Tem que ferver o próprio sangue E ser chamado de boa raça Num mundo cruel e distante Onde o dinheiro tudo alcança [Pré-Refrão] Dinheiro pra comprar e usar Pra vender, matar ou pagar Alguém que mate em seu lugar E eu, pobre cego, sem saber Que a etnia também virou função Pra apanhar, labutar, comer pouco E não poder escolher o pão [Refrão] O triste lamento de um escravo É uma dor que ninguém quer escutar Correntes invisíveis são mais fortes Quanto mais eu tento ver, mais vou afundar O triste lamento de um escravo Ainda pergunta onde a abolição está Disseram que um dia veio a liberdade Mas eu ainda não consegui alcançar [Ponte] Sem religião, só amargura Sem saber o que é emoção German Hip Hop, Rap, minha melhor amiga Pra alguns, a minha inimiga então Não conheço começo, meio ou fim Nem a sombra, o calor, a água purificada Nem a maldade dentro de um coração Só sei que existe um membro no peito Batendo forte sem explicação [Quebra] E essa tal solução que ouvi De outros que sofreram também É mito histórico chamado abolição Ou será que um dia ela vem? [Refrão Final] O triste lamento de um escravo É uma dor que ninguém quer escutar Correntes invisíveis são mais fortes Quanto mais eu tento ver, mais vou afundar O triste lamento de um escravo Ainda pergunta onde a abolição está Disseram que um dia veio a liberdade Mas eu ainda não consegui alcançar [Outro] Se a liberdade existe mesmo Que ela encontre o meu olhar Porque disseram que foi abolida Mas eu ainda não pude chegar O triste lamento de um escravo Ainda espera alguém cantar

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