Música personalizada

Desfiz a Teia

Capa da música Desfiz a Teia

Carregando o player…

Letra

[Verso 1] Era uma vez uma teia, nem sei como me teceu Nem consigo mostrá-la, mas sei o que em mim mudou E tudo o que fez em mim, no que hoje sou também Reforçada, parecia frágil, tão bem feita, metáforas além Levou-me aos meus objetivos, entre acertos e rasuras Abriu portas pelo caminho, clareou minhas procuras Triturou meu verbo em sílabas, fez meu silêncio respirar E aniquilei desejos frios que turvavam meu olhar Minhas rasuras ficaram expostas ao acaso e ao tempo Deixei o vento soprar na alma, reguei flores com meu lamento [Pré-Refrão] Nômade errante, amante da literatura e do romance No meio das cordas errantes, reencontrei meu semblante Esqueci o relógio sem ponteiros, perdi a noção do tempo Nas margens do meu caderno ilustre e fiel, achei rumo incerto [Refrão] Desfiz a teia, soltei o que me aprisionava Com lágrimas nas flores, meu coração renascia Se a escrita virou canção, foi porque eu não desisti Quem é ágil não se rende — escapei de mim Desfiz a teia, já não me prende o que me atava Com lágrimas nas flores, meu coração renascia Se a escrita virou canção, foi porque eu não desisti Quem é ágil não se rende — escapei de mim [Verso 2] Uma aranha de enorme força rondava ao meu redor Esperava a hora intrépida, na teia gramatical, faminta e sem temor Lembrei do verbo aniquilado, num impulso o tomei Sem ajuda, sem fiança e sem dinheiro, quase sumi — mas não cedi Com seu instinto emblemático de traição, quase apagou meu caminho Por instantes concordei com ela, encarei o medo sozinho Mais um boêmio, indígena e cigano, sem se entregar tão facilmente Aproveitei teu descuido e desfiz o laço lentamente [Pré-Refrão] Nômade errante, amante da literatura e do romance No meio das cordas errantes, reencontrei meu semblante Esqueci o relógio sem ponteiros, perdi a noção do tempo Nas margens do meu caderno ilustre e fiel, achei rumo incerto [Refrão] Desfiz a teia, soltei o que me aprisionava Com lágrimas nas flores, meu coração renascia Se a escrita virou canção, foi porque eu não desisti Quem é ágil não se rende — escapei de mim Desfiz a teia, já não me prende o que me atava Com lágrimas nas flores, meu coração renascia Se a escrita virou canção, foi porque eu não desisti Quem é ágil não se rende — escapei de mim [Ponte] Numa fração de segundo, rompi cada fio no peito Desatei cada laço, mesmo trêmulo, sem jeito E das tuas redes escapei, sem... [Refrão Final] Desfiz a teia, soltei o que me aprisionava Com lágrimas nas flores, meu coração renascia Se a escrita virou canção, foi porque eu não desisti Quem é ágil não se rende — escapei de mim Desfiz a teia, já não me prende o que me atava Com lágrimas nas flores, meu coração renascia Se a escrita virou canção, foi porque eu não desisti Quem é ágil não se rende — escapei de mim [Outro] Quem é ágil não se rende... E eu escapei de mim

Outras músicas que você pode gostar

Ver todas as músicas