Música personalizada
Solo Vermundo e Sagrado
- sertanejo
- emocionante
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Letra
[Verso 1] Foi só um pingo d’água na madrugada inquieta, a alma nervosa e o coração cheio de paradoxos, o silêncio me faz sentir a agitação por dentro, e de repente eu me vejo numa estrada com sinais dos tempos antigos, seguindo a saudade que aperta sem pedir licença, levando comigo as lágrimas da saudade como quem leva no peito o lugar onde nasceu. [Pré-Refrão] O luar, com sua gentileza, quis se esconder no oeste, e do outro lado do horizonte foi dando lugar para a chegada do sol que nasce no extremo leste; o ruído dos ventos me engana, trazendo acordes do som de uma viola pairando nos meus ouvidos, e eu já não sei mais como conter essa vontade de voltar. [Refrão] Não há, não há como me controlar, quando meus pés tocam o solo vermelho e sagrado onde fui parida; um pingo d’água em forma de cachoeira desce a ribanceira abaixo, lava meu peito e rega o meu antigo habitat. É nele, nele mesmo, que eu me criei, é nele, nele mesmo, que eu morrerei, até o dia em que a morte me levar. [Verso 2] O violeiro chora de sua viola, e dela nascem notas quando geme, fazendo sua composição; a sanfona emite seu fole, e aí começa o xaxado, raízes do sertão despertando no chão. A guitarra grita, delirando em seu solo, e eu reconheço nessa esfera as coisas de berço, desde o colo, aquilo que ficou escrito em mim antes mesmo de eu entender meu próprio coração. [Refrão] Não há, não há como me controlar, quando meus pés tocam o solo vermelho e sagrado onde fui parida; um pingo d’água em forma de cachoeira desce a ribanceira abaixo, lava meu peito e rega o meu antigo habitat. É nele, nele mesmo, que eu me criei, é nele, nele mesmo, que eu morrerei, até o dia em que a morte me levar. [Ponte] Quando escrevo minha inspiração, eu transpiro; quando me apego, minha caneta escorrega e eu piro; quando me sento, eu paro e penso, e já não aguento o peso do que sinto. Quando faço meu refrão, eu vejo que compus sem nenhuma razão: é pura emoção, é pura emoção. E se a saudade virar lágrima outra vez, que ela corra livre pela ribanceira, porque o meu peito ainda conhece o caminho, e a minha alma ainda chama por sua terra. [Refrão Final] Não há, não há como me controlar, quando meus pés tocam o solo vermelho e sagrado onde fui parida; um pingo d’água em forma de cachoeira desce a ribanceira abaixo, lava meu peito e rega o meu antigo habitat. É nele, nele mesmo, que eu me criei, é nele, nele mesmo, que eu morrerei, até o dia em que a morte me levar. Não há, não há como me controlar, eu sou desse chão, dessa água e desse cantar; é nele, nele mesmo, que eu me criei, é nele, nele mesmo, que eu morrerei, até o dia em que a morte me levar.