Música personalizada
A Cadeira de Rodas
- emocionante
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Letra
[Intro] (Solo melancólico de acordeon e viola caipira, andamento de valsa em 3/4) [Verse 1] Nesse mundo de tantos caminhos De tantas atrações e diversões Todo sonho que eu quis realizar Se desfez ao findar das canções Venci tantas batalhas na terra O dinheiro jamais me faltou E entre versos e mimos da vida O meu ego se acostumou Mas quando a noite fria terminou E o silêncio no quarto imperou Eu segui sem sequer compreender Que a minha solidão me encontrou [Pre-Chorus] Venci as batalhas do mundo Dinheiro nunca me faltou Entre versos e versos que fiz Tanta gente me paparicou Nesse mundo de tantos caminhos E diversores que a vida me deu Todo sonho foi realizado Mas o vazio em mim permaneceu Pois quando a noite terminou Fiquei sem saber, afinal O nome da minha solidão Que se tornou real [Chorus] Se hoje a canção é tão triste Não diga que há falta de amor É que eu não pus os olhos na vida E esqueci o seu real valor Fui amado, fui muito famoso Mas agora estou fraco e cansado Meus passos de mim foram tirados E o meu caminhar foi roubado E hoje a cadeira de rodas É o único meio que há De transporte que levo comigo Para a vida poder continuar [Verse 2] Bebi como ninguém bebeu Dancei como ninguém dançou Comprei tudo que muitos queriam Pois a minha riqueza sobrou Era o puro glamour dos passeios As viagens no mundo sem fim Cabarez, as mulheres, as violas Eu achava que o mundo era assim Eu chamava de felicidade O que não passava de ilusão Admirado por palmas e aplausos Todos me davam a mão Mas a soberba cresceu orgulhosa Com uma mágoa difícil de expor Mágoa funda de mim por ser hoje Um feliz infeliz sofredor [Chorus] Se hoje a canção é tão triste Não diga que há falta de amor É que eu não pus os olhos na vida E esqueci o seu real valor Fui amado, fui muito famoso Mas agora estou fraco e cansado Meus passos de mim foram tirados E o meu caminhar foi roubado E hoje a cadeira de rodas É o único meio que há De transporte que levo comigo Para a vida poder continuar [Bridge] Esqueci de olhar para mim E para quem me deu a luz e a vida Esqueci de olhar para Deus Que me deu essa rota vivida Cheguei ao mundo famoso e sorridente Com a boca cheia de dentes, a cantar Sem conhecer o verdadeiro sentido Do que é sorrir de verdade e amar Deus me deu a sorte e a virtude Mas eu não consegui caminhar Por isso quando lembro o passado A harpa parece chorar E o saxofone leva ao longe O que eu já não consigo falar Fui amado e estou tão cansado E à beira da morte a esperar [Outro] Se a canção treme tanto agora É porque finalmente entendi Não era o palco, o vinho, a estrada Era a vida que eu não vivi Viver cada mínimo detalhe do mundo Sentir o amor mais profundo Antes que os passos fossem tirados de mim...