Música personalizada
Nova Fatima, Minha Terra
- sertanejo
- emocionante
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Letra
[Intro] Harpa mansinha chama a lembrança, Viola abre a porteira do coração. [Verso 1] Nova Fatima, minha terra legal, Suave foi viver nesse chão, Foram dias e madrugadas serenas, Capa de neve no capim do sertão. Lugar fresco de ventos mansos, Cheiro de jasmim pela manhã, Bem cedinho era o leite que eu tirava, E a vida acordava devagar. [Pré-Refrão] Montava no alazão e no Lambari, Cavalo branco, sereno, a reluzir, Suas rédeas brilhavam como cetim, E eu aprendia o mundo ali. [Refrão] Minha terra, minha infância, Minha terra, meu amor, Lá da minha terra eu saí, Mas no peito ela ficou. Minha terra, Nova Fatima, Minha saudade sem fim, Quem conhece a minha história Canta junto assim: Minha terra, minha infância, Minha terra, meu amor, Lá da minha terra eu saí, Mas no peito ela ficou. [Verso 2] De tardezinha era o potro preto, Seu nome era Guarani, A égua Tigela, seu irmão Baião, E o campo inteiro sorria para mim. Os vizinhos da redondeza Vinham pedir frutas do pomar, Era paz, era vida naquele lugar, Tinha tudo que eu sonhei encontrar. [Pré-Refrão] Terra vermelha, terra roxa, A poeira subia como estopim, Chão batido de piçarra, Cercas de angelim. Peroba sem defeito, Madeira de lei com verniz, Nossa palhoça sem cupim, Era simples, mas me fez feliz. [Refrão] Minha terra, minha infância, Minha terra, meu amor, Lá da minha terra eu saí, Mas no peito ela ficou. Minha terra, Nova Fatima, Minha saudade sem fim, Quem conhece a minha história Canta junto assim: Minha terra, minha infância, Minha terra, meu amor, Lá da minha terra eu saí, Mas no peito ela ficou. [Verso 3] Entre as saudades que carrego comigo, Minha cidadezinha do interior, Lembro de cada detalhe guardado, Com uma luz acesa dentro do meu coração. Norte do Paraná, pequenino município, Seus encantos ainda vivem em mim, Ribeirão do Pinhal, Cornélio Procópio, Vilarejos lindos, patrimônios sem fim. [Verso 4] O perigoso Rio Laranjinha, Verdes campos, lavouras sem fim, Céu aberto do meu sertão, Cada paisagem ainda mora em mim. A poesia ganha sentido, Jogo a flecha e acerto o alvo, Entro na avenida central, E o tempo fica mais calmo. [Pré-Refrão 2] Seu nome é o décimo quarto dia do mês do Natal, Paraíso colossal, lugar especial, Como será que está agora? Faz tanto tempo que fui embora, Não tive o prazer de voltar. [Refrão] Minha terra, minha infância, Minha terra, meu amor, Lá da minha terra eu saí, Mas no peito ela ficou. Minha terra, Nova Fatima, Minha saudade sem fim, Quem conhece a minha história Canta junto assim: Minha terra, minha infância, Minha terra, meu amor, Lá da minha terra eu saí, Mas no peito ela ficou. [Ponte] Ah, se eu tivesse asas, Percorria cada quadra daquele chão, Levantava ainda a bandeira, Só pra aliviar a inspiração. Tempo forjado em colírios, Para os meus olhos contemplar, Doce canto onde eu nasci, Que nunca deixou de me chamar. [Verso 5] Menino, adolescente sem estribeiras, E muito carente de afeição, Deixei aquela região, Mas ela não deixou meu coração. Ainda hoje me lembro de tudo, Do leite, dos cavalos, do pomar, Da poeira vermelha no caminho, E da vontade de um dia voltar. [Refrão Final] Minha terra, minha infância, Minha terra, meu amor, Lá da minha terra eu saí, Mas no peito ela ficou. Minha terra, Nova Fatima, Minha saudade sem fim, Quem conhece a minha história Canta junto assim: Minha terra, minha infância, Minha terra, meu amor, Lá da minha terra eu saí, Mas no peito ela ficou. [Outro] Nova Fatima, minha terra querida, Meu começo, minha inspiração, Finalizo esta melodia Com muita tristeza no coração. Minha terra... Minha infância... Minha terra, meu amor.