Música personalizada
Quem Sentir, Pode Ficar
- sertanejo
- emocionante
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Letra
[Verso 1] Eu escrevo, mas nem todos entendem Há olhos que leem e ouvidos que não sentem Incapazes de decifrar a ligação Do que eu escondo entre ilusões e intenção Não posso subjugar os verbos do leitor Nem o ouvir de quem aprecia uma canção Não acuso curiosos, nem invejosos Quem busca saber talvez procure compreensão Entre uma leitura e outra, há palavras E corações tão frágeis quanto os meus Eu abro as cortinas para estabilizar O campo magnético que insiste em me calar [Pré-Refrão] E quando tudo parece preso em mim A inspiração encontra uma fresta enfim [Refrão] Eu escrevo o que sinto, mesmo sem saber Escrevo como um louco qualquer Se a minha verdade parece mentira Deixo a canção dizer o que eu quiser Eu escrevo o que sinto, sem me esconder Com o coração aberto para cantar Quem tiver olhos vazios, que passe adiante Quem sentir, pode ficar [Verso 2] Há melodias que retorcem as vísceras Do leitor que mergulha sem se proteger E há outras que despertam tantas fúrias Que fazem o silêncio inteiro estremecer Eu escrevo uma verdade, dizem mentira Invento uma mentira, juram ser verdade Meu cérebro flui como uma cachoeira Milhões de litros caindo numa só vontade Eu falo do amor enquanto é puro ódio Eu falo do ódio enquanto é puro amor A brisa que bate na minha face Na própria brisa mata a sede da minha alma, seja como for [Refrão] Eu escrevo o que sinto, mesmo sem saber Escrevo como um louco qualquer Se a minha verdade parece mentira Deixo a canção dizer o que eu quiser Eu escrevo o que sinto, sem me esconder Com o coração aberto para cantar Quem tiver olhos vazios, que passe adiante Quem sentir, pode ficar [Ponte] Há fantasmas na minha alma, há uma fonte De águas cristalinas dentro de mim Mas há momentos em que essas águas se sujam E eu perco o equilíbrio na inspiração sem fim Eu inspiro, porque sou poeta Faço arte onde não há sequer uma letra Eu cato cada palavra entre as lutas Entre as dores e os versos que chorei Vou limpando as lágrimas onde não há gota Mesmo quando um oceano transborda em mim E ele afoga o meu próprio coração Mas ainda assim eu escrevo até o fim Eu componho, eu me disponho, eu me machuco No ato de escrever, sem recuar Ouço vozes do além, e nelas tudo se deslumbra Tudo desabrocha quando começo a cantar [Refrão Final] Eu escrevo o que sinto, mesmo sem saber Escrevo como um louco qualquer Se a minha verdade parece mentira Deixo a canção dizer o que eu quiser Eu escrevo o que sinto, sem me esconder Com o coração aberto para cantar Quem tiver olhos vazios, que passe adiante Quem sentir, pode ficar Eu escrevo o que sinto, e a canção nasce Mesmo quando o mundo insiste em me calar Entre palavras, feridas e ilusões Eu encontro uma verdade para entregar Eu escrevo o que sinto, sem me esconder Com o coração aberto para cantar Quem sentir as águas dentro do peito Pode ficar, pode cantar, pode ficar