Música personalizada
Cheiro de Sertão
- sertanejo
- nostálgico
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Letra
[Verso 1] Aquele cheiro... hummm, e que cheiro De orvalho nas madrugadas frias Cheiro das manhãs chegando cedo E o café descansando no bule da cozinha Cheiro de peixes saltando no açude E do índio velho, açoito, com seu machado Da lenha queimando no fogão de barro Dos toucinhos no varal, no tempo sossegado [Pré-refrão] Roça de milharal, frango caipira Feito na panela de ferro, devagar Coisas de um sertanejo, minha vida Como é bom esse ar que eu posso respirar [Refrão] Cheiiro de sertão, fica em mim Cheiro que o tempo não levou Pelas minhas narinas entrou E não há medicina que cure esse amor Cheiiro de sertão, meu lugar Memória que não sabe se apagar É o coração de um camponês Respirando o que viveu e ainda vive outra vez [Verso 2] Cheiro do verde da mata e do capim Cheiro do curral, da horta e do pomar Frutas por todo canto, milho verde Pamonha, bolo, angu e curau pra saborear Cheiro de poeira subindo na estrada Canto dos pássaros, enxurrada lá na gruta E não assusta o barulho da água forte Pois pelas beiras cisca e canta a saracura Cheiro da caboclinha, minha amada Que não usa pintura, tão bonita e pura A ela entreguei todo o meu coração Fazendo muitas juras, guardando essa ternura [Refrão] Cheiiro de sertão, fica em mim Cheiro que o tempo não levou Pelas minhas narinas entrou E não há medicina que cure esse amor Cheiiro de sertão, meu lugar Memória que não sabe se apagar É o coração de um camponês Respirando o que viveu e ainda vive outra vez [Ponte] Cheiro de lã, de muitas ervas no terreiro Do eucalipto e da hortelã Cheiro de brasa viva, cheiro de inverno Zunido das cigarras anunciando a manhã Araras se ajuntam às maritacas Fazendo algazarras por cima das copas Cheiro de águia, maestros sabiás E o encantado choro cantado do João de barro Dos pardais, das coleirinhas pequeninas Garoa e sereno nos campos vastos Férteis terrenos que entraram na minha vida E até hoje me dominam, feito abraço Cheiro de suor do homem que luta Cheiro de roupas sujas, de celeiro Alma de camponês, cheiro que embriaga Sonhos de um valente compositor boiadeiro [Refrão final] Cheiiro de sertão, fica em mim Cheiro que o tempo não levou Pelas minhas narinas entrou E não há medicina que cure esse amor Cheiiro de sertão, meu lugar Memória que não sabe se apagar É o coração de um camponês Respirando o que viveu e ainda vive outra vez Cheiiro de sertão, minha canção Harpa e violino choram baixinho No peito de quem luta e sonha Esse cheiro é meu caminho Cheiiro de sertão... fica em mim Cheiiro de sertão... até o fim