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Caneta no Coração

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Letra

[Verso 1] Uma alma em demasia e uma caneta e juntas, tão de repente, são falhas espuletas que não estouram. Suspiros, delírios e gritos silenciosos que ninguém ouve... demasia cumulativa, feito um efeito borboleta dentro do peito. Pulsos que não cessam, ao redor, o presente. De carona, o passado com seus conceitos. À diante, um futuro incógnito, e na minha janela privada, um desconhecido muito bem escondido. [Pré-Refrão] A caneta que está dentro do coração vai escancarando as evidências. O que está encoberto fica mais ainda encoberto, e o que está à vista se esconde. [Refrão] Caneta, caneta, ignora essa dor. Caneta, caneta, não entrega a cor. É pega-pega que nunca há de pegar, e eu sigo na linha sem saber onde vai dar. [Verso 2] Digo a caneta: ignore! E ela escorrega junto aos sorrisos e lágrimas nos submundos das lacunas escoando em minhas composições. Uma hora, parece que o desconhecido autor não está em mim. Por outras, ele toma conta do meu ser e eu não o sinto mais. Olho para estrelas e para o mar, as perguntas se calam e as respostas não vêm. Pássaros cantarolando em meu quintal, a coleguinha coleirinha e o pardal. São meus companheiros de todas as manhãs, me fazem devanear nessa demasia. Já perguntei a eles, eles me respondem cantando que encantam os meus pensamentos. [Refrão] Caneta, caneta, ignora essa dor. Caneta, caneta, não entrega a cor. É pega-pega que nunca há de pegar, e eu sigo na linha sem saber onde vai dar. [Ponte] Uma pausa para repensar... e eu não consigo decifrar. Fico me perguntando, bem no fundo de mim: será se devo continuar? [Refrão Final] Caneta, caneta, ignora essa dor. Caneta, caneta, não entrega a cor. É pega-pega que nunca há de pegar, e eu sigo na linha sem saber onde vai dar. Caneta, caneta, fica aqui comigo. Caneta, caneta, me conta o que eu digo.

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