Música personalizada
Natal é fácil de escrever
- sertanejo
- emocionante
Carregando o player…
Letra
[Intro] Viola bem afinada, acompanha o coração Mais uma noite se abrindo na virada do ano [Verso 1] Vida fantasia, pura ilusão Em todos os natais vividos e escritos por mim Fiz de tudo pra vivê-los, escrevê-los Com lágrimas de alegria até o fim Inclusive esse presente de agora Fim do ano que está em curso: 2026 Diluído, estou escrevendo Nesta noite, outra virada se fez [Pré-Refrão] Meia-noite, o Natal se aproxima Família reunida, abraço e beijo no ar Comes e bebes em fartura pela sala Música solta, todo mundo a conversar [Refrão] Natal é fácil de escrever Difícil é dizer o que se sente Quando a alegria abraça a mesa E a dor abraça tanta gente Natal é fácil de escrever Difícil é não se esconder Eu vejo todos felizes juntos Mas às vezes não consigo me ver [Verso 2] Os reencontros, bate-papos de todo tipo Fizeram parte daquele lindo cenário Observei todos se servindo Com os olhos do amor, foi bom demais Foi bom demais presenciar aquele povo Interagindo, tão felizes por ali Mas quando chegou a minha vez A rasgadura de todos os anos veio ferir [Pré-Refrão] Parece um vírus aliado ao segredo Da dor que faz questão de judiar A poesia que era para ser riso Mais uma vez não é, não está [Refrão] Natal é fácil de escrever Difícil é dizer o que se sente Quando a alegria abraça a mesa E a dor abraça tanta gente Natal é fácil de escrever Difícil é não se esconder Eu vejo todos felizes juntos Mas às vezes não consigo me ver [Verso 3] O que tento camuflar por dentro Pelo meu olhar derrama sangue outra vez Meus pensamentos vão aceitando Todos os romances em pecados que a vida fez O sangue é verde e reluz na alma Na esperança de dias melhores chegar Quem sou eu para juntar tudo isso E julgá-los? Quem? Ninguém! Quem sou eu pra julgar? [Verso 4] Estou passando por aqui, vejo muitas coisas Ao mesmo tempo não me vejo, nem vejo ninguém Vejo somente uma esfera que gira E a fome nas ruas, de noite e de dia também Muita miséria diante dos meus olhos Tem horas que abraço os piores inimigos Tem horas que enfrento todos os espinhos Deixando os verdadeiros amigos do luxo comigo [Ponte] E os refluxos me consomem Como se eu fosse a solução Quem vive não sabe que está vivo Sinto dores sem explicação Difícil explicar as imagens Que vieram na meditação Sentado, minhas observações continuaram Pesando dentro do coração [Verso 5] Roupas novas, calçados novos Celulares novos, brilho sobre a mesa Fatias saborosas de pernil suíno Arroz, farofa, azeite e fartura acesa Chester, peru e lasanha No disco de louça colorida de branco e marrom Comendo, eu me senti inútil Comendo, eu me senti estéril, sem chão [Refrão Final] Natal é fácil de escrever Difícil é dizer o que se sente Quando a alegria abraça a mesa E a dor abraça tanta gente Natal é fácil de escrever Difícil é não se esconder Eu vejo todos felizes juntos Mas ainda procuro me ver [Outro] Comendo, eu me senti um ser portátil Morri ali, depois voltei a aparecer Nas áreas mais necessitadas Onde a esperança ainda insiste em nascer Viola bem afinada, leva essa oração Que o próximo Natal encontre abrigo Em cada irmão, em cada coração