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Minhas Mãos Não Batem Palmas

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Letra

[Verso 1] No Teatro da vida, o pano se abriu Picadeiros cobertos, descobertos, o mundo assistiu Inúmeras peças ensaiadas pra iludir quem vê Transformando o irreal no real, pra aplauso receber O sol aparece, novas vidas vão nascer Mas nem sempre há um sorriso, um obrigado ao Criador sequer Nesse palco oculto, mãos se unem sem pensar Aplaudem o que não merece, sem saber onde isso vai dar [Pré-Refrão] Palmas que não trazem nada, corrupção virando pão Fome e pobreza atravessando cada nação Eu sou mais um na plateia, mas não vim pra celebrar Junto as mãos pelas almas que precisam respirar [Refrão] Minhas mãos não batem palmas, minhas mãos vão orar Pelos famintos, pelos gananciosos, por quem vive a se oprimir e chorar Eu não vou aplaudir essa plateia, nem vou vaiar Só passo o dia pensando: até onde isso chegará? [Verso 2] As cenas reais e irreais continuam a acontecer Cabe a cada um decidir ser ou não ser O drama da comédia, a comédia do drama também Não falo com suspense, nem romance me convém Pra mim é sede ao poder, valores acima da vida Enquanto nesse cenário tanta gente é ferida Queria ter ação e poder, espadas celestiais na mão Pra vencer essa guerra e proteger o coração [Pré-Refrão] Vale a pena ser o mocinho desse palco teatral? Ou só mais um na plateia vendo a destruição em massa afinal? No palco ou na plateia, eu procuro fazer o bem Longe da arte de destruir, longe da morte também [Refrão] Minhas mãos não batem palmas, minhas mãos vão orar Pelos famintos, pelos gananciosos, por quem vive a se oprimir e chorar Eu não vou aplaudir essa plateia, nem vou vaiar Só passo o dia pensando: até onde isso chegará? [Ponte] Nas memórias, essa obra fará parte de nós Mas não quero a sorte de ser participante da morte atroz O espetáculo não termina quando a cortina quer fechar Cada alma terá seu momento de subir e despertar [Verso 3] Nos camarins da vida, eu vou decidir Uma vida real de grande valor, mesmo fora daqui Enquanto o amor ainda está longe de chegar ao palco Eu faço a minha parte, mesmo em silêncio, mesmo fraco [Refrão Final] Minhas mãos não batem palmas, minhas mãos vão orar Pelos famintos, pelos gananciosos, por quem vive a se oprimir e chorar Eu não vou aplaudir essa plateia, nem vou vaiar Só passo o dia pensando: até onde isso chegará? [Outro] A verdadeira obra de arte há de se revelar Dada pelo único artista, o Criador No Teatro da vida, quando a cortina baixar Que o Amor encontre o palco, por favor

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