Música personalizada
Mate de Saudade
- emocionante
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Letra
[Verse 1] Chimarriando sozinho, de peito chiando eu vou, e a cuia companheira se convida, vem ao meu encontro. Sedenta, ela me pede uma água aquecida, e o mate do mateiro vai dissolvendo a dor da vida. No recinto entra a saudade, sem bater, sem pedir licença, e eu, abatido nos versos, vou juntando o que a alma pensa. [Pré-Refrão] A bomba é dourada, de um ouro pra ser derretido, lapidada no silêncio, me deixando mais sentido. Ela esquenta meus lábios, poeta manhoso e ferido, e eu escuto no calor o que o peito tinha escondido. [Refrão] Me mate de chimarrão, me mate, devagar. Me mate de chimarrão, deixa a saudade baixar. Erva em pó na garganta, desfaz o nó do meu ser, ou me tira a vida de vez de tanta saudade em você. [Verse 2] Era tudo que eu queria, bombear sozinho outra vez, lembrando dos dias passados, dos bons e dos ruins talvez. Poeta manhoso eu sigo, feito de dor e resultado, com o punho desde a infância meu coração machucado. E o líquido quente me diz, sem palavra, sem alarde: suspira, mateiro, suspira, teu verso vem da tua querência, tarde ou tarde. [Refrão] Me mate de chimarrão, me mate, devagar. Me mate de chimarrão, deixa a saudade baixar. Erva em pó na garganta, desfaz o nó do meu ser, ou me tira a vida de vez de tanta saudade em você. [Ponte] Daqui pra frente eu quero ser obediente a esse frio, com o véu de neve no canto e o meu cantinho arrumado e frio. Se a lembrança me visita, que entre e sente ao meu lado, porque eu só peço no escuro esse amargo bem tomado. E se a dor vier inteira, que venha, que eu vou aguentar, pois tem verso que só nasce quando a saudade vem me buscar. [Refrão Final] Me mate de chimarrão, me mate, devagar. Me mate de chimarrão, deixa a saudade baixar. Erva em pó na garganta, desfaz o nó do meu ser, ou me tira a vida de vez de tanta saudade em você. Me mate de chimarrão, me mate, meu bem querer.