Música personalizada
Utopias
- sertanejo
- emocionante
Carregando o player…
Letra
[Intro] [Verse 1] Ah, Porteiras, fechadas — e ao abri-las, me entrego às saudades que ficaram pra trás. O quintal varrido com vassoura de guanxuma, galinhas no terreiro, sol que não dá paz. Cigarras perturbando o cenário, periquitos, pardais, bem-te-vis no ar; sabiás e canários, mestres da orquestra, no retrato que os meus olhos sabem guardar. [Chorus] Utopias, ah, Utopias, saudade que não quer passar. Cada imagem me arranca um sorriso, cada olhar faz uma lágrima rolar. Alma sertaneja, alma que dói, do verão ao inverno, a chorar. Utopias, ah, Utopias, fragmentos que me corroem por dentro, sem parar. [Verse 2] Lá na montanha, a seriema anuncia; lá na gruta, a saracura faz seu show, à beira do lago, perto das capivaras, sagrado sertão, mistério que ficou. Silhuetas ferem o âmago do peito, e o silêncio eu corrompi sem lenços, enfim; no rosto nasce um sorriso de lembrança, e a fotografia do olhar chora em mim. [Chorus] Utopias, ah, Utopias, saudade que não quer passar. Cada imagem me arranca um sorriso, cada olhar faz uma lágrima rolar. Alma sertaneja, alma que dói, do verão ao inverno, a chorar. Utopias, ah, Utopias, fragmentos que me corroem por dentro, sem parar. [Verse 3] Arroz no roçado, algodão, cafezal, hortaliças, pomares, canavial sem fim; soja, trigo e milho enfeitam a paisagem, reserva florestal por onde ande, sim. Eucaliptos, palmeiras, girassóis, laranjais se alongando pelo chão; na invernada, o branco-neve responde: há rebanhos, gado de corte e de produção. [Verse 4] No paiol, carro de boi e suas trincheiras, encostados na madeira envelhecida; palhas de arroz espalhadas pelo chão, cheiro de curral e café torrado na vida. No chiqueiro, ronca o porco sem saber que em breve seu destino vai chegar; depois, no tacho, a fumaça sobe, e a fogueira faz a banha perfumar. [Bridge] Torresmo sendo derretido, carne em conserva guardada na lata; e eu guardo essas cenas comigo, saudade que o tempo não mata. Meu pranto não usa lenço, é por dentro, sem se mostrar; do verão até o inverno, meu sertão continua a chorar. [Final Chorus] Utopias, ah, Utopias, saudade que não quer passar. Cada imagem me arranca um sorriso, cada olhar faz uma lágrima rolar. Alma sertaneja, alma que dói, do verão ao inverno, a chorar. Utopias, ah, Utopias, fragmentos que me corroem por dentro, sem parar. [Outro] Alma sertaneja… alma que dói. Utopias… saudades que ficaram em mim.