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A Agricultura Está Chorando

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Letra

[Verso 1] A Agricultura Está Chorando, eu vejo a lavoura perder o vigor, Não é só pranto: aos poucos, morre, sob tempestades, granizos e temporais. Se a natureza soubesse falar, talvez não precisasse se expressar assim; Ela grita, e esse grito atravessa o campo e chega até mim. Fazendeiros, arrendatários, funcionários, famílias humanas, Famílias rurais sentem o peso que a chuva e o granizo deixam para trás. É efeito dominó, uma cadeia que vai se desencadeando rumo abaixo, E cada peça que cai leva um pedaço do que ainda estava de pé. [Pré-refrão] Fui notando, devagar, no meio dessa ventania: Correr atrás do vento foi um erro; o vento me empurrou pro vento. [Refrão] A Agricultura Está Chorando, e eu não sei como calar esse clamor. Se a natureza grita, quem escuta quando o campo pede cuidado e amor? A Agricultura Está Chorando, e o seu pranto também mora em mim. [Verso 2] Tentei segurar o tempo, mas o tempo me pediu um tempo: “Quando chegar o tempo, eu vou te dar mais tempo para você segurar o tempo.” E foi aí que a guerra começou, no meio desse chão ferido, Guerra com foice, machado, punhal, facão e munição. Tentei sair do vento, mas ele era muito forte, E me jogava ainda mais pro norte, sem me deixar voltar. Lá no norte não era somente um vento: eram vendavais; E a cada passo, a força deles me empurrava mais. [Refrão] A Agricultura Está Chorando, e eu não sei como calar esse clamor. Se a natureza grita, quem escuta quando o campo pede cuidado e amor? A Agricultura Está Chorando, e o seu pranto também mora em mim. [Ponte] Agora eu digo sem esconder a dor: Não era só a lavoura, era uma cadeia inteira a se quebrar. Fazendeiros, arrendatários, funcionários, famílias humanas, famílias rurais, todos sentindo o efeito dominó descendo rumo abaixo. Tentei vencer o vento correndo; ele me empurrou pra mais vento. Tentei segurar o tempo; o tempo me pediu um tempo. E no norte, onde eu buscava sair, os vendavais me esperavam. [Refrão final] A Agricultura Está Chorando, e eu escuto o seu clamor. Se a natureza grita, que se escute cada família, cada campo, cada dor. A Agricultura Está Chorando, e eu não vou fingir que não ouvi. A Agricultura Está Chorando... e esse pranto também mora em mim.

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