Música personalizada

Minha Camponesa

Capa da música Minha Camponesa

Carregando o player…

Letra

[Intro] [Verso 1] Tenho um espírito de fera assassina Mas desde o começo o amor foi plantado em mim Fui jogado à força de dentro pra fora E a paixão caminhou comigo até o fim Minha infância foi foice, machado e enxada Foi cela e cavalo no trote compassado De um lado pro outro, seguindo a estrada Com o peito bruto e o destino marcado [Verso 2] Conheci uma morena de pele de veludo Eu nem conhecia perfume de alfazema Seu cheiro, meu Deus, era extra natural Do jeito que eu gosto, sem frescura ou problema Pedi suas mãos aos pais dela um dia E fui expulso debaixo dos temporais Mas homem valente não perde a esperança Quando ama de verdade, não recua jamais [Refrão] Minha camponesa, meu amor, minha flor No rancho de palha nasceu nosso calor Eu fui homem bruto, mas nunca fui cruel E o nosso nome ficou desenhado no céu Minha camponesa, meu amor, minha flor Mesmo na solidão ainda guardo esse amor Se a vida levou tudo que eu construí Valente lavrador, sou esse aqui [Verso 3] Numa certa madrugada bati na janela E levei minha morena pra longe do lar Na garupa ela apertava a cintura E o meu alazão feliz começou a relinchar De rédeas nas mãos eu pensava em meus sonhos Sonhos realizados com minha flor natural Ao chegar no ranchinho, mostrei meu palácio De tábua coberto de palhas, simples e leal Ela me abraçou chorando, longe dos seus E eu disse: agora és minha doce camponesa Desenhei um coração no meio da areia Com nossos nomes escritos, sem nenhuma riqueza [Verso 4] Cabia a cabeça, seu desnude ao chão Dominada pelo destino e pelo nosso querer Do ventre nasceram oito meninos E três meninas, cada qual com seu encanto e viver Eu era um matuto valente e atrevido Rude, mas não cruel, com coragem no olhar Nas redondezas ninguém tinha ouvido Uma história igual à que eu vim contar [Refrão] Minha camponesa, meu amor, minha flor No rancho de palha nasceu nosso calor Eu fui homem bruto, mas nunca fui cruel E o nosso nome ficou desenhado no céu Minha camponesa, meu amor, minha flor Mesmo na solidão ainda guardo esse amor Se a vida levou tudo que eu construí Valente lavrador, sou esse aqui [Verso 5] Com espírito de fera assassina Destruí peçonhas pra família alimentar Derrubei matas, queimei folhas e lenhas Are i terras pra vida poder brotar Criei meus rebanhos, fiz cercado no plaino E também lá no alto da serra ergui Conforme os anos, meus filhos cresceram Como azeite das oliveiras que eu vi Puros, sem maldade, numa vida abençoada Luxo de palhoça, riqueza de união Tive meus erros, tentando aos meus filhos Dar vida de príncipe e de rei no coração [Ponte] Sessenta anos passaram ligeiro E a minha camponesa veio me faltar Desgostosa com o abandono dos filhos Deixou neste peito um silêncio sem par [Refrão final] Minha camponesa, meu amor, minha flor No rancho de palha nasceu nosso calor Eu fui homem bruto, mas nunca fui cruel E o nosso nome ficou desenhado no céu Minha camponesa, meu amor, minha flor Mesmo na solidão ainda guardo esse amor Se a vida levou tudo que eu construí Valente lavrador, sou esse aqui [Outro] Vivo agora com a minha profunda solidão Mas mesmo com ela, sou esse aqui Valente lavrador, sou esse aqui

Outras músicas que você pode gostar

Ver todas as músicas