Música personalizada
Idealizador
- sertanejo
- emocionante
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Letra
[Intro] Lá no sertão distante, de domingo a domingo, o sol nasce bonito. [Verso 1] De segunda a segunda, a vida do lavrador É sujeira só do que faz bem, trabalho e suor Como camponês, eu me permito, no meu roçado eu dito Sou eu quem mando no serviço, sou eu quem decido Enxada, foice, faca, facão, Alicate, pregos, serrote e torquês na mão Lá na Verdinha eu comprei e paguei, Porque sou bom freguês, eu sempre fui e serei [Pré-Refrão] Sou tanto matuto quanto bicho do mato, Calça remendada, meu jeito é retrato Cinto de cipó que cortei no emaranhado, Camisa de restos de trapos, meu traje improvisado [Refrão] Sou caipira, sim sinhora, sim sinhô, Sou da gema, sou do sertão, sou lavrador Com coragem no peito e o sonho na mão, Idealizador, esse é meu sobrenome então Vivo bem longe dos problemas, No meu canto encontro a paz que me condena Sou adulto, sou menino, sou feitiço, sou surrado, Nesse sertão eu sou inteiro, do meu jeito apaixonado [Verso 2] Com machado corto lenha, decepo tronco pra estaca, Com o mesmo faço mourão, e isso é minha diversão danada Com a foice derrubo capoeira, Com prego e martelo dou uma de carpinteiro na carreira A faca é de uso pessoal, comigo ela sempre vai, Tiro uns pedaços de carne de algum animal Vai tudo pra barriga, nunca me fez mal, No meu modo de viver, cada coisa tem seu lugar [Verso 3] O serrote é dos improvisos, perna manca e tábua inteira, Viga, ripa, tapo brecha da parede da maneira É descalço, de botas, conforme pede o chão, E nos intervalos me embalo, sossegado, na rede em meu rincão Meu único bate-papo é comigo mesmo, Cada assunto que eu invento, cada rumo, cada segredo Comigo mesmo eu me junto, mas não sou um defunto, Tenho vida no pensamento e conversa a todo segundo [Refrão] Sou caipira, sim sinhora, sim sinhô, Sou da gema, sou do sertão, sou lavrador Com coragem no peito e o sonho na mão, Idealizador, esse é meu sobrenome então Vivo bem longe dos problemas, No meu canto encontro a paz que me condena Sou adulto, sou menino, sou feitiço, sou surrado, Nesse sertão eu sou inteiro, do meu jeito apaixonado [Ponte] Nas extremidades, uma porteira, No baixadão, um curral na poeira Chamo as vaquinhas, que beleza, Sou uma arte sertaneja, artista leiteiro por natureza À noite, minha luz interna vem da lamparina, Durante o dia vem de cima, clareando a campina Vou pro pomar, como frutas sem demora, Cato ovos nos ninhos e bebo, proteína que revigora Na hortaliça sou poeta, Com a boiada sou escritor Com o trator sou trovador, Com as ferramentas, rimador Com as panelas sou cantor, quase um tagarela, E com o sereno da madrugada, fantasiador na janela Cada gota de orvalho me serve de inspiração, Borboleta bate asa, espalha cor e esplendor pelo chão [Verso 4] Cada pássaro que canta me encanta, Até serpente venenosa não me espanta Minha veia? Minha véia é minha véia, oh! Fêmea de raça, alma adocicada, meu doce amor Quando a gente se deita, passo a noite degustando O doce sabor da vida que seguimos compartilhando Coragem tem nome, e o meu sobrenome é então: Idealizador, firmeza dentro do coração [Refrão Final] Sou caipira, sim sinhora, sim sinhô, Sou da gema, sou do sertão, sou lavrador Com coragem no peito e o sonho na mão, Idealizador, esse é meu sobrenome então Surrado, sou feitiço, sou adulto e sou menino, Sou nato, sou da gema, sigo o meu destino Sou caipira, sim sinhora, sim sinhô, E a melhor parte desse poema é viver bem longe dos problemas [Outro] Nesse sertão distante, de domingo a domingo, sol lindo sobre mim. Viver bem longe dos problemas, é o melhor que eu escolhi.