Música personalizada
Ainda Aprendendo a Florescer
- sertanejo
- emocionante
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Letra
[Verso 1] Sabe aquele pensamento que vem sem avisar? A formiguinha desequilibrada lá do alto da árvore a despencar Chega ao solo, toma fôlego, precisa de força pra continuar E o tic-tac chama baixinho, como quem quer me convidar Tem uma viola empoeirada, há algum tempo na parede Chora ansiosa pelo toque que a faça matar a sede No churrasco familiar, cada olhar traz alegria Nos olhos de quem tanto amo, mora a luz daquele dia [Pré-Refrão] Tem a dor presente ou antiga, a palavra que feriu A meditação que vem à mente e me deixa tão febril Tem a força que brota do além, um versículo a me tocar No âmago do meu ser, fazendo a alma despertar [Refrão] Ninguém sabe, nem eu sei, de onde vem o que eu sinto Mas meu peito vira estrada, vira verso, vira instinto Que Deus Grande é esse, que fez tudo pro louvor? Eu só canto o que me alcança, o que transborda em amor Ninguém sabe, nem eu sei, mas eu sinto e vou dizer Minha alma ainda se forma, aprendendo a florescer [Verso 2] Tem a avenida enfurecida, carros dos dois lados a correr Só cessando no começo da madrugada, quando o silêncio vem nascer Tem o coração aquebrantado, pedindo socorro pra se refazer Pra ser cuidado e conservado, pra aprender de novo a viver Tem o cão abanando o rabo, com os olhos a pedir “Eu quero água, eu quero comer”, só tentando existir Tem o bezerro apartado da mãe, berrando no curral Por dias, na invernada, chamando seu amor maternal [Pré-Refrão] Tem o vento que me sopra e me faz sentir que estou vivo Tem o barco indo longe no rio, trazendo mantimento e abrigo Pra saciar muitas bocas, seguindo seu rumo pelo chão E ninguém sabe o que ele carrega dentro do coração [Refrão] Ninguém sabe, nem eu sei, de onde vem o que eu sinto Mas meu peito vira estrada, vira verso, vira instinto Que Deus Grande é esse, que fez tudo pro louvor? Eu só canto o que me alcança, o que transborda em amor Ninguém sabe, nem eu sei, mas eu sinto e vou dizer Minha alma ainda se forma, aprendendo a florescer [Ponte] Como poeta, posso sentir; como inspirador, descrever Mas jamais chegarei perto do que insiste em nascer Minha alma voa como ave, passeia baixinho pela terra E desaparece entre as nuvens, onde a imensidão encerra As estrelas não dizem nada, o luar jamais entenderá Apenas o Sol é capaz de pensar como eu penso lá E se dele falo aqui, estou falando de Deus Que reúne os meus motivos nos caminhos que são seus [Verso 3] Entre as Campinas e as sinfônicas que pernoitam até a aurora Vão da Argentina ao México, onde a inspiração mora Américas do Sul e do Norte, Oriente Médio e Ásia Central Europa e África Meridional, num canto universal Minhas inspirações caem, levantam-se e choram nas rimas Porque estão apaixonadas, feito flores clandestinas Nenhuma outra melodia dirá, por mais que tente explicar O motivo de eu fazer um refrão, um versinho ou página sem terminar [Refrão Final] Ninguém sabe, nem eu sei, de onde vem o que eu sinto Mas meu peito vira estrada, vira verso, vira instinto Que Deus Grande é esse, que fez tudo pro louvor? Eu só canto o que me alcança, o que transborda em amor Ninguém sabe, nem eu sei, mas eu sinto e vou dizer Minha alma ainda se forma, aprendendo a florescer [Outro] São extremos motivos guardados dentro de mim Pra colocar tudo pra fora, numa canção sem fim A tão esperada, a tão sonhada, nascida da emoção O que estava escondido agora vira poesia e canção